terça-feira, 26 de março de 2013

Em Parte Incerta



É difícil fazer uma critica a este livro sem revelar demasiado, resumidamente Gone Girl relata o súbito desaparecimento de Amy Dunne no dia do seu quinto aniversário de casamento. O marido Nick, um tipo farto da vida que leva (casamento incluído) é confrontado com o desaparecimento da mulher, com o renascer da sua paixão por esta, ao mesmo tempo que começa a ser o alvo das suspeitas da polícia. 
A narrativa de Nick é intercalada com trechos do diário de Amy, que nos dão a conhecer toda a história do seu romance com Nick bem como a própria Amy bonita, inteligente, dócil em suma perfeita.
O leitor começa a perceber que as duas versões demasiado diferentes para serem conciliáveis... Em Gone Girl nada é o que parece ser. Os dois primeiros livros de Gillian Flynn ( Sharp Objects e Dark places) eram thrillers arrepiantes sobre personagens danificadas em circunstâncias perturbadoras. A história e os protagonistas de Gone Girl são à partida menos violentos e mórbidos, mas revelam-se muito piores. Trata-se de um thriller sobre relações conjugais. Recomendado para quem tem noções demasiado idealizadas sobre as mesmas, ou excessivas exigências de perfeição sobre a putativa cara metade como um aviso. Recomenda-se também aos cínicos e simplesmente aos fãs do género. Não sendo o melhor livro da autora tem todos os elementos necessários para ser um sucesso de vendas.

Sílvia Clemente