sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Caçador: Último Tigre da Tasmânia (The Hunter)



Estava anunciado há algum tempo como O Caçador, mas entretanto colaram-lhe o subtítulo Último Tigre da Tasmânia, não fosse alguém pensar que seria uma reposição ou remake do filme de Michael Cimino. Pois, não é esse Caçador, é uma adaptação, sim, mas de um livro da argumentista e realizadora Julia Leigh - autora do argumento de Beleza Oculta (no original Sleeping Beauty), uma drama erótico protagonizado por Emily Browning.
O filme, uma produção australiana, que estreou ontem em Portugal, acompanha uma missão de um caçador profissional, Martin (Willem Dafoe), contratado pela Red Leaf, uma empresa de biotecnologia, para encontrar o último tigre da Tasmânia, um animal que se julgava extinto há mais de 60 anos.
Martin viaja para a Tasmânia, onde fica alojado em casa de Lucy Armstrong, papel interpretado por Frances O'Connor, uma mulher viúva e deprimida, que, apesar de ter dois filhos, cedeu ao peso da doença e passa a maior parte do seu tempo sob o efeito de sedativos. Enquanto Martin procura o tigre, tarefa que revela ser muito complexa e solitária, aproxima-se cada vez mais dos Armstrong e envolve-se nos graves problemas que afectam a família, nomeadamente o misterioso destino trágico do marido de Lucy. A preocupação com ela e com os seus filhos começa a pesar demasiado sobre Martin, dificultando a tarefa que se tinha proposto concluir ao serviço da Red Leaf.
O filme, realizado por Daniel Netheim, um australiano com experiência sobretudo na televisão, é uma obra muito visual, em que as paisagens da Tasmânia acabam por ser uma das principais personagens. As interpretações de Willem Dafoe, Frances O'Connor e Sam Neil não se perdem na beleza das imagens e o enredo, apesar da sinopse dar a entender que se trata de um drama romântico, ganha momentos de tensão, sobretudo a partir da segunda metade do filme.

******* (7/10)