sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Expatriado (The Expatriate)



Aaron Eckhart interpreta o papel de Ben Logan, um ex-agente da CIA a viver na Bélgica, onde usa os conhecimentos adquiridos durante a carreira de espionagem para trabalhar numa empresa do sector privado. Um dia, a empresa para a qual trabalhava fecha e, subitamente, é como se nunca tivesse existido. Nem a empresa, nem ele próprio. Perseguido pela sua ex-agência, que agora o pretende eliminar, Ben foge com a filha adolescente, Amy (Liana Liberato), enquanto luta contra uma conspiração de grandes proporções. Faz lembrar alguma coisa? Várias, provavelmente. Uma delas é Taken (e a sequela, mas vamos esquecer que há uma sequela para Taken), um vez que ambos envolvem agentes secretos com filhas adolescentes. Mas Taken é um festival de pancada e tiroteio bastante bem coreografado, com um Liam Neeson brutalmente convincente, apesar da idade, e argumento de Luc Besson, um rapaz com uma grande experiência em tornar enredos de acção exageradamente violentos, com toques de irrealismo próprio da banda desenhada, em filmes perfeitamente visíveis e com um nível de qualidade acima da média. O Expatriado tenta ser um thriller de acção, mas rapidamente esquece que é um thriller e começam as explosões. Quem aprecia a ideia de ver um super espião a derrotar dezenas de inimigos enquanto protege uma filha adolescente, poupe a ida ao cinema, veja Taken em casa. Quem aprecia Aaron Eckahrt (ou a Olga Kurylenko, que também anda por lá) e não se importa de assistir a 100 minutos de um filme bastante fraco, realizado por Phillip Stölzl - que já dirigiu videoclips dos Rammstein e uma espécie de Shakespeare in Love, mas com Goethe no lugar de Shakespeare - então este filme é indicado, mas com moderação.

**** (4/10)