segunda-feira, 27 de maio de 2013

Parabéns Christopher Lee!












Christopher Lee desafia todos os rótulos e probabilidades quando, aos 91 anos, depois de um longo trecho da carreira ligada ao terror, alcançou ainda maior popularidade em filmes de outros géneros bem diferentes, o caso de Saruman, na trilogia Lord of the Rings e Count Dooku, em Star Wars. Isto a somar a uma estranha e tardia ligação à música, enquanto vocalista de metal (hoje é editado o seu quarto álbum). Nascido em 27 de Maio de 1922, em Londres, Inglaterra, cumpriu o serviço militar na Royal Air Force britânica durante a II Guerra Mundial antes de começar a sua carreira de actor. A popularidade alcançou-a em filmes da Hammer (como Peter Cushing, cujo centenário do nascimento foi assinalado ontem, dia 26 de Maio). tais como The Curse of Frankenstein, Dracula, The Mumy, The Hound of the Baskervilles. Nesta fase, os papéis de vampiro carismático tornaram-se a sua imagem de marca (Dracula: Prince of Darkness, Dracula Has Risen From the Grave, Scars of Dracula), mas repetiu outros vilões icónicos, como é o caso de Fu Manchu (The Face of Fu Manchu, The Vengeance of Fu Manchu, The Blood of Fu Manch). Foi também Sherlock e Mycroft Holmes, Lúcifer e Grigori Rasputin. Na década de 70 interpretou dois papéis históricos, Lord Summerisle no clássico de culto The Wicker Man e Scaramanga, em The Man With the Golden Gun (versus Roger Moore, o James Bond da época). Os anos 80 não foram decididamente o seu melhor período, como não o foram para todos os veteranos do terror e suspense. Depois de muitas participações em películas de série B e produções para a TV, Christopher Lee regressou à ribalta em 2001 no papel de Saruman, no primeiro capítulo da trilogia Lord of the Rings. No ano seguinte seria o principal vilão de Star Wars: The Attack of the Clones e, depois disso, o actor tem estado quase tão activo como nos anos de ouro da sua carreira, ainda que em papéis secundários. Haveria muito mais dizer sobre Sir Christopher Lee, entre factos e rumores, mas então este post tornar-se-ia excessivamente longo.

Miguel Ângelo Ribeiro