domingo, 30 de junho de 2013

A Ressaca - Parte III (The Hangover Part III)



The Hangover III é o tipo de filme que não me interessaria e sobre o qual não estaria escrever na Red Room, excepto pelo facto da primeira parte desta trilogia de humor (razoavelmente) boçal, assinada por Todd Phillips, estar na lista dos melhores filmes de humor (razoavelmente) boçal que vi nos últimos anos. A presença no elenco de Zach Galifianakis é, certamente, um dos pontos a favor. Bradley Cooper e Justin Bartha arrastaram-se pelo ecrã ao longo dos três filmes sem nada oferecer (no caso de Justin Bartha o tempo de antena até foi bastante reduzido) e Ed Helms tentou justificar o motivo pelo qual quase toda a gente que passa pelo Daily Show acaba por tornar-se num actor de cinema. E fracassou.
Posto isto, vamos à parte três, anunciada como o desfecho épico da saga dos quatro amigos. Em primeiro lugar, não há lugar para o factor épico neste filme. Enfim, podemos considerar a presença de John Goodman no filme como um feito épico, mas só ao nível da contratação, já que a prestação do homem limitou-se a uma actuação em piloto-automático. Há acção, mais movimento e violência do que nos anteriores. Talvez fosse essa ideia de "épico" na mente de quem imaginou a tagline: "The epic conclusion to the trilogy of mayhem and bad decisions" (a conclusão da trilogia de destruição e decisões erradas). O que não há é uma ressaca, apesar do título, nem muitos momentos de humor, mesmo daquele razoavelmente boçal. 
Vamos, então à sinopse, que justifica (razoavelmente) o porquê desta mudança radical no esquema da trilogia: o pai de Alan (Zach Galifianakis) - interpretado, com brevidade, por Jeffrey Tambor - morre e a apatia natural do filho alcança níveis preocupantes. Doug (Justin Bartha) insiste que o cunhado seja internado num instituição de saúde mental especializada em depressões e afins, porém Alan só aceita se os membros do "Wolf Pack" (a Matilha) o levarem até lá de carro, para uma última aventura em conjunto. A viagem, obviamente, não decorre de acordo com o planeado, desta feita não por intervenção directa de Alan, mas porque o "amigo" deste, Mr. Chow (Kem Jeong) envolveu-se com criminosos (razoavelmente) perigosos - liderados por Marshall (John Goodman) -, os quais acabam por descobrir a ligação entre Chow e os quatro norte-americanos. Seguem-se as patetices do costume, mas desta vez com mais armas de fogo.
Os momentos de humor são fracos, as perseguições e trocas de tiros não têm ali grande cabimento e a transformação do enredo - mesmo que necessária para não cair no absurdo de três casamentos, três noites de loucura, três ressacas mesmo muito complicadas - tornou o que deveria ser uma comédia boçal, numa má comédia de acção. Resumidamente, este desfecho épico era perfeitamente desnecessário. Se bem que o mesmo se pode dizer da segunda parte. Para quem apreciou os dois anteriores, é provável que não seja uma grande decepção e, de facto, o filme fecha esta história. Desde que não esperem uma película com uma grande dose de humor.

**** (4/10)

Miguel Ângelo Ribeiro

In Memoriam - Anthony Mann















O realizador norte-americano Anthony Mann nasceu a 30 de Maio de 1906, em San Diego, e morreu em 26 de Abril de 1967, em Berlim, Alemanha. Entre os filmes mais célebres do realizador (representados por imagens nesta galeria) constam Winchester '73, (1950), The Furies (1950), The Naked Spur (1953), The Glenn Miller Story (1954), The Man From Laramie (1955), El Cid (1961) e The Heroes of Telemark (1965).

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Parabéns, Mel Brooks!









E depois da aniversariante, o aniversariante do dia: Mel Brooks, um cavalheiro já com os seus 87 anos. Nascido em 28 de Junho de 1926, em Nova Iorque, EUA, Melvin James Kaminsky é uma das figuras mais importantes do humor do século XX - e, já agora, do século XXI, porque o senhor está menos activo, mas não está parado. Realizador, produtor, argumentista, compositor, comediante e actor, é responsável por êxitos como The Producers (1967), Blazing Saddles (1974), Young Frankenstein (1974), History of the World, Part I (1981), Spaceballs (1987) e Robin Hood: Men in Tights (1993), só para fazer um pequeno resumo do seu currículo.

Miguel Ângelo Ribeiro

A aniversariante do dia é Kathy Bates









A aniversariante do dia, Kathy Bates, nasceu em 28 de Junho de 1948, em Memphis, EUA. Faz hoje 65 anos. Da sua carreira creio só temos a lamentar a participação na série American Horror Story. Mas Jessica Lange também lá andou, coitada.

Club Silencio apresenta: The Road to Mandalay (1926)






The Road to Mandalay, um drama de Tod Browning - cineasta célebre, sobretudo, por ter dirigido Dracula (1931), com Bela Lugosi, e Freaks (1932), um thriller ambientado no bizarro mundo das feiras que exploravam as deformidades físicas das suas "atracções", fez a sua estreia mundial em 28 de Junho de 1926. O filme, protagonizado por Lon Chaney, foi dado como desaparecido até aos anos 70, quando uma versão incompleta, com apenas 33 minutos, e legendada em francês, foi encontrada. É o que resta desta "relíquia" cujo argumento foi co-escrito por Tod Browning e Herman J. Mankiewicz, o argumentista de Citizen Kane, Wizard of Oz e Pride of St. Louis.

Miguel Ângelo Ribeiro

quarta-feira, 26 de junho de 2013

In Memoriam - Peter Lorre














"All that anyone needs to imitate me is two soft-boiled eggs and a bedroom voice", Peter Lorre. Nasceu em 26 de Junho de 1904 Rózsahegy, na altura território do Império Austro-Húngaro, hoje Ruzomberok, Eslováquia e morreu em 23 de Março, em Los Angeles, EUA. Durante anos foi um actor quase desconhecido, que trabalhava sobretudo na terra natal e na Alemanha, até que Fritz Lang lhe reconheceu o talento e lhe atribuiu o protagonismo do clássico M (1931). Após a tomada de poder dos nazis na Alemanha, Lorre abandonou o país e passou por França e Inglaterra antes de, finalmente, chegar aos Estados Unidos. Aqui tem início o mais activo período da sua carreira, que inclui filmes como The Maltese Falcon (1941), Casablanca (1942), Beat the Devil (1953), Silk Stokings (1957), The Raven (1963), entre muitos outros.

terça-feira, 25 de junho de 2013

The Thing (1982)











Mais uma estreia de 25 de Junho, no mesmo dia e também no mesmo ano que uma das já mencionadas, Blade Runner. Neste caso John Carpenter ficou claramente em desvantagem, inclusive em termos monetários: no fim-de-semana de estreia The Thing chegou aos três milhões de dólares, enquanto Blade Runner ultrapassou os seis, embora o número tenha sido considerado uma desilusão para o filme de Ridley Scott.