terça-feira, 11 de Junho de 2013

The Lament Configuration apresenta: The Convent (2000)








Ainda a propósito do aniversário de Adrienne Barbeau dedicamos uma edição especial da rubrica The Lament Configuration ao filme The Convent (2000), galardoado com o Prémio do Público do Fantafestival, de Roma, em 2000 e nomeado para o prémio de Melhor Filme na edição de 2001 do Fantasporto. "Nuns, guns and gasoline" é a tagline para este filme protagonizado por Bill Moseley, Coolio e Adrienne Barbeau. E com uma tagline daquelas não se lhe pode resistir.
O filme, realizado por Mike Mendez, começa em 1959 com um massacre na Escola de St. Francis, um colégio feminino gerido pela igreja. Christine (interpretada, na cena de abertura, por Oakley Stevenson) entra na capela e mata várias freiras com tiros de shotgun. Depois pega fogo ao local e observa as freiras sobreviventes, ainda a rezar, serem consumidas pelas chamas. Quarenta anos depois o colégio/ convento foi fechado e transformou-se num mito urbano, onde, anualmente, grupos de jovens estudantes se dirigem para beber, assustar as namoradas com a história tenebrosa do local e, eventualmente, envolverem-se em actos sexuais. Numa dessas ocasiões, porém, uma infeliz estudante interrompe um suposto ritual satânico, enquanto os seus colegas se põem em fuga, após a chegada da Polícia. Apesar da inépcia óbvia dos "ocultistas" góticos o sacrifício de Mo (Megahn Perry) desperta os espíritos malignos, que atacam alguns invasores do colégio interno e possuem os restantes.
O desfecho seria pior para os polícias desprevenidos e para a estudante que sobrevive não fosse a intervenção de Christine (Adrienne Barbeau), agora transformada numa motard cinquentona, vestida de cabedal, acabada de sair de uma instituição mental onde ficara detida desde o massacre (e parece que, afinal, ela lá teria os seus motivos). A tiro de shotgun e com alguma gasolina ela volta a lidar com as freiras demoníacas.
Dificilmente se poderá considerar The Convent um grande filme. As interpretações são ridículas (especialmente os satânicos e o rapper Coolio no papel de polícia) e o orçamento ter-se-á esgotado na aquisição de gasolina e explosivos. Mas na sua campyness, e graças à presença de Adrienne Barbeau, The Convent entra na espiral do tão mau que dá a volta por cima. A ver, mas como comédia, naturalmente.

Miguel Ângelo Ribeiro