segunda-feira, 10 de junho de 2013

The Little Bookshop of Horrors: 50 Shades of Alice



Um cogumelo fálico vale mais que um milhão de palavras, mas depois de engolir em seco vou tentar produzir algumas. Fifty Shades of Alice in Wonderland aproveita o sucesso do Fifty Shades of Grey e a moda do recontar os clássicos e alcança outro patamar. Podem ler a sinopse aqui, não me dou ao trabalho de a transcrever, não por pudor, mas por acreditar que o que acontece na toca do coelho deve ficar na toca do coelho. Mas o pior ficou guardado para o fim. Este é apenas o primeiro volume da trilogia 50 Shades of Alice. Alice terá ainda direito a aventuras sexuais do outro lado do espelho e onde quer que abundem cogumelos fálicos gigantes. A transformação dos contos de fadas em histórias eróticas não é uma invenção nova e faz sentido, pois são, na maior parte das vezes, histórias carregadas de tensão sexual subliminar. Lembro-me por exemplo da Bela Adormecida, acordada, castigada e penetrada, escrito pela Anne Rice, sob um pseudónimo já há muitos anos. Mas, neste caso, trata-se da febre das cinquenta sombras, que parece também ter alastrado a quase tudo desde o Capuchinho Vermelho ao Feiticeiro de Oz. Mal posso esperar pelas cinquenta sombras dos Três Porquinhos.

Sílvia Clemente