segunda-feira, 8 de julho de 2013

A Few Good Movies #2 (2012)

As escolhas desta vez são Upside Down, Killing Them Softly e Skyfall, que em comum têm apenas o ano de produção, que volta a ser 2012.


Upside Down: Uma fábula de ficção científica, dirigida por Juan Solanas, ambientada num mundo distópico em que uma estranha condição gravitacional puxa em duas direcções opostas. Assim, os habitantes deste mundo vivem próximos, mas virados ao contrário, assentes em duas superfícies terrestres. No mundo superior residem as classes altas, enquanto no inferior estão as classes trabalhadoras. Apesar de tanta separação, Adam (Jim Sturgess), um rapaz de uma família pobre, e Eden (Kirsten Dunst), da classe alta, estabelecem contacto durante a adolescência e vivem uma relação platónica, num ponto recôndito das montanhas, até que os pais dela acabam com este "namoro" tabu. Anos depois, os dois personagens reencontram-se a trabalhar em pisos diferentes da mesma corporação. Adam, que nunca esqueceu Eden, tenta divisar um plano para desafiar a gravidade e os condicionalismos sócio-económicos e conquistar a sua amada. ******** (8/10)



Killing Them Softly: Um dos últimos papéis de James Gandolfini e um dos papéis mais sebosos de Brad Pitt, este filme de Andrew Dominik oscila entre a acção e a comédia para relatar a história de Jackie Cogan (Pitt), um "troubleshooter" contratado para repor a ordem na comunidade de criminosos quando um trio de assaltantes inexperientes comete o erro de interromper e assaltar um jogo de poker milionário, sob protecção da máfia. Não sendo brilhante é um daqueles filmes cujo elenco bastava para justificar os 97 minutos de película: Brad Pitt, James Gandolfini, Ray Liotta, Richard Jenkins, Sam Shepard, entre outros. As referências à crise económica global e suas influências sobre os negócios da Máfia dão um toque curioso ao enredo. ****** (6/10)



Skyfall: Não sou, nunca fui e nunca serei um fã de James Bond. Dito isto, e apesar de concordar com praticamente toda a gente que Sean Connery é o melhor Bond de sempre e que, nos anos 80, Roger Moore foi uma escolha bastante óbvia para encarnar 007, a verdade é que, depois disso, o personagem andou um pouco à deriva (Pierce Brosnan, em particular, é muito melhor como anti-Bond). Quando Daniel Craig foi escolhido para retomar o personagem em Casino Royale e o espião  criado por Ian Fleming foi submetido a um makeover, ver filmes de James Bond deixou de ser um exercício de nostalgia. Quanto ao filme, não vale a pena dizer mais nada, é um Bond à Craig. ****** (6/10)

Miguel Ângelo Ribeiro