quinta-feira, 4 de julho de 2013

The Walking Dead: 400 Days In (PC)


A TellTale Games prometeu e cumpriu. Os mortos continuam a andar e enquanto não sai a segunda temporada temos a hipótese de alimentar o vicio com um episódio especial. 400 Days In segue o estilo original do jogo com a pequena diferença de não acompanharmos sempre o mesmo personagem.
Este DLC está divido em cinco short-stories dando-nos a jogar a experiência de sobrevivência de outros tantos personagens diferentes, em várias alturas do Apocalipse zombie: Desde o inicio da epidemia até ao epílogo, 400 dias depois.



A ordem pela qual jogamos os capítulos fica inteiramente ao nosso critério, mas, para quem liga a esses detalhes, cronologicamente ordenam-se da seguinte forma:
Vince, à semelhança de Lee, está a caminho da prisão quando se dá o outbreak e tem rapidamente que se ajustar à situação e sobreviver no meio do caos que logo se instala entre reclusos e guardas prisionais.
Quarenta e um dias depois encontramos Wyatt (com todo o ar de ser um Dude praticante) e um amigo em fuga de um perseguidor desconhecido, numa noite de nevoeiro. Uma história que faz lembrar uma cena clássica de um qualquer road movie de terror.
Cento e oitenta e quatro dias depois e, provavelmente, na mesma estrada, Russel, um jovem inseguro, aceita boleia de um desconhecido com óbvios problemas mentais e muitos poucos degraus a descer na escada para se tornar um completo sociopata.
Duzentos e vinte dias depois encontramos Bonnie, uma ex-toxicodepente, e potencial adúltera que, em pouco minutos, vê as circunstâncias da sua vida mudarem por completo. Sem entrar em pormenores para não "spoilar" devo dizer que esta história foi a minha favorita. É a mais moralmente complexa ou, pelo menos, a mais surpreendente.
Duzentos e trinta e seis dias depois, Shell tenta criar um refúgio seguro para viver com a irmã mais nova - que, como todas as crianças de Walking Dead, excepto a adorável Clementine, é uma psicopata em potencial -, mas as tensões dentro do grupo levam-ma a tomar medidas drásticas. Até que ponto Shel é capaz de ir para manter a irmã segura e a que preço?
Quatrocentos dias depois, Tavia segue o rasto dos cinco personagens anteriores com o objectivo de os convencer a juntarem-se à comunidade de que faz parte. Contudo as nossas acções no papel desta não são realmente importantes para este epílogo. É a forma como jogamos o capitulo de cada um dos personagens que determina a escolha final. Devo dizer que só consegui dois em cinco, mas o episódio deixa em aberto se a comunidade de Tavia é uma Woodbury ou não. Por isso nunca sabemos quem fez a escolha certa...
É mais uma excelente produção da TellTalle Games que, infelizmente, sabe a muito pouco. De salientar também os pequenos detalhes que remetem para o jogo e contribuem para a sólida construção deste universo: Podemos encontrar o cadáver de Carly na beira da estrada e, do grupo de Shel, fazem parte os sobreviventes do grupo de apoio para doentes com cancro de Savannah.

Sílvia Clemente